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Invasão da Liga dos Camponeses Pobres na Fazenda Bom Futuro deixa milhões em prejuízos

Na fazenda Bom Futuro, distante 40 quilômetros de Seringueiras, os trabalhos estão paralisados e 30 famílias desempregadas temporariamente, até a reconstrução de tudo que a Liga dos Camponeses Pobres (LCP) destruiu. O movimento que permaneceu por mais de 30 dias na propriedade causou um prejuízo estimado em mais de R$ 10 milhões. O pecuarista Augusto Nascimento Tulhia, dono da fazenda, teme pela própria vida, pois já sofreu ameaças de morte.
Por enquanto, não se fala em prazo para realização dos reparos, depende da conclusão dos laudos da perícia técnica, que se surpreendeu com a dimensão dos estragos. Calcula-se, que pelo menos 500 cabeças de gado foram abatidas ou morreram de fome e sede. O que ficou perdeu peso, teve as patas quebradas e adoeceram.
O rastro de destruição está por toda parte, nada sobrou da fábrica de ração, da oficina mecânica e do espaço onde se guardava os implementos agrícolas. A LCP queimou e demoliu todas as edificações: quebrou e furtou peças dos tratores, derrubou caixa d’agua de 11 mil litros, queimou todos os currais, sendo um orçado em R$ 500 mil e envenenou mangueiras e coqueiros na propriedade.
Caos
Os produtores da região, ligados ao Movimento da 429 relatam que a demora no cumprimento da contribui com caos provocado pela Liga, que tinha treinamento de guerrilha e armas de grosso calibre e ameaçam a partir de agora fazer justiça com as próprias mãos. “Estamos revoltados com tudo que aconteceu, de hoje em diante olho por olho e dente por dente. Se voltar a ter invasão a culpa é do governo, os produtores vão agir com sua própria força, e qualquer carnificina que houver a culpa é do Governo, não queremos ser punidos por isso”, disse membro do Movimento Todos pela 429, que preferiu não se identificar.

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