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Saúde da Mulher: Atenção aumenta para faixa de 50 a 69 anos

O governo de Rondônia trabalha com a expectativa de aumentar em 25% neste ano a oferta de exame de mamografia – para detecção precoce do câncer de mama -, na faixa prioritária de mulheres com idades entre 50 a 69 anos, no Estado. A informação foi apresentada ontem, pela coordenadora estadual de saúde da mulher, Clemilda Aparecida dos Santos, na abertura do Fórum de Atenção Integral à Saúde da Mulher, em Porto Velho.

O núcleo faz parte da Gerência de Programas Estratégicos de Saúde (GPES), da Secretaria Estadual de Saúde(Sesau). Dados do GPES aponta que em 2015, 9.500 exames de mamografias foram realizadas pelo Estado, na faixa prioritária de 50 a 69 anos, conforme orientação do Ministério da Saúde (MS).

O fórum – uma prévia da campanha outubro rosa – é realizado em parceria da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), Emater – para atender às mulheres no campo -, e Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Porto Velho. A meta é ampliar a informação sobre pontos que formam a pauta do fórum: câncer de mama de do colo uterino, planejamento e controle de natalidade, saúde mental da mulher, e impactos da violência doméstica e familiar.

Faixa etária

De acordo com a coordenação estadual de saúde da mulher, a meta do Ministério da Saúde (MS), 50% das mulheres na faixa etária dos 50 a 69 anos, deveriam fazer a mamografia anualmente. O índice está longe de ser atingido, explica Clemilda, principalmente pelo “tabu” que o assunto ainda tem na sociedade, por medo de buscar o diagnóstico, e em menor proporção, pela falta de informação.

Multiplicadores

Todos os participantes do fórum – das cinco regionais de saúde no Estado – vão ser multiplicadores das informações, dos debates, da disseminação dos números preocupantes sobre a doença, nas cidades que formam a região que representam.

Liliana Vieira, da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Porto Velho, destacou a importância da retomada da parceria com o Estado. Para ela, o fórum vai ser apenas o início de um trabalho que tem como base a prevenção. “Cada mulher que se prevenir, será uma a menos que terá que buscar tratamento para uma doença grave, mas que prevenida, pode ser evitada”, disse.

Envolvimento

O secretário estadual de Saúde Luiz Eduardo Maiorquim falou sobre o envolvimento, cada vez maior, do governo com a atenção básica de saúde. De acordo com Maiorquim, essa é uma estratégia que vai refletir diretamente na assistência de alta complexidade prestada pelo Estado.

“Hoje, o governo investe muito – cerca de R$ 40 milhões ao ano – no tratamento de pacientes com câncer. Uma doença grave, que fragiliza não só paciente, mas toda a família. Investir na atenção básica, na porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), com parcerias com as prefeituras é brecar o avanço da doença e, ao mesmo tempo, deixar de gastar com tratamento para investir na prevenção”, disse o secretário.

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