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Lascando a Madeira! Greve nos bancos, uma lição para aprender

A greve dos bancos neste ano marcou como uma das mais extensas da história. Fica evidente que as consequências são sofridas em maior parte pelos clientes e usuários dos serviços. Porém, o que o correntista precisa saber é que a greve dos bancos no Brasil já é igual Natal, todo ano tem. E pasme o leitor, um evento muito antecipadamente anunci ado no relacionamento bancos/sindicato, ou seja, provavelmente os bancos já tem data marcada para início e fim da greve que acontecerá em 2017, 2018, 2019… Só basta aguardar o teatro que cada ano é melhor apresentado pela frequência de ensaios.
Esse “fenômeno” acontece porque se trata de um grande negócio para bancos. É o período do menos e do mais. Entenda melhor o que se destacou como MENOS  e como MAIS nesse processo:

Menos:
Saques em conta, uma vez que os saques em espécie limitados nos caixas eletrônicos, dando ao banco a oportunidade de negociar títulos cambiais, com o dinheiro que ficaria “parado”.

Mais:
Uso do cheque especial/limites. Ainda existem muitos clientes que dependem do atendimento de funcionários para se sentir seguros e realizar suas transações. Na impossibilidade de chegar até o gerente, acaba deixando para cobrir os limites quando encerrar a greve.cheque-especial

Menos:
Correntistas/usuários indesejados: Você pode pensar que não, mas cliente que não dá lucro para a carteira de clientes, o banco prefere que nem entre no recinto da agência. Usuários então piorou, além de não ter conta naquele banco, fica ocupando o tempo do funcionário que poderia estar atendendo um cliente “potencial”.

Mais:
Tempo para atender os melhores clientes: Os funcionários dos bancos privados, que são impedidos de aderirem a greve, sob pena de demissão , agora têm tempo de sobra para ir para as ruas em busca de negócios, principalmente no intuito de vender produtos e serviços, evento quase raro em dia de pique na agência.cliente-puxa-saco

Menos:
Horas extras. A possibilidade de “zerar” as horas extras dá uma economia milionária aos bancos. Se não há atendimento, não há porquê fazer horas extras.ponto

Mais:
Tempo para arrumar a casa. Com a correria do ano todo, é inevitável que a papelada se acumule em diversas mesas, sem falar dos arquivos que nem sempre estão em perfeita ordem. Esse é o momento da equipe administrativa arrumar a casa. A “auditoria interna “ama” esse momento.organizacao

Resumo da ópera:
Mas todo esse cenário promovido pelas organizações financeiras, precisa gerar ao menos um aprendizado para nós, o de que talvez chegou o momento de irmos para as cooperativas de crédito. A grande maioria apresenta solidez, têm menor fluxo de clientes e maior número de funcionários para atender, não adere à greve bancária e possui todos os serviços básicos que procuramos em um banco, além de boa parte delas ter atendimento personalizado com horário estendido. Alguém precisa mais que isso?

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