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Capital avança no agronegócio com nova indústria de processamento de peixes

Criar uma alternativa sustentável rentável para pescadores e produtores rurais que trabalham com a aquicultura. Esse é o principal objetivo da Prefeitura de Porto Velho com o programa de fomento da aquicultura no município, iniciativa que tem como foco a agricultura familiar.

O projeto modelo do programa foi inaugurado nesta sexta-feira, 04, com a entrega da primeira unidade de beneficiamento de pescado (frigorífico de peixe) localizada na Linha Progresso, Gleba 2, zona rural de Porto Velho, administrado pela Cooperativa Agro Verde (Coopagroverde).

Para a instalação da agroindústria o município, a Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric) investiu R$ 120,5 mil na compra dos equipamentos necessários para o funcionamento do empreendimento pioneiro.

Entre os equipamentos adquiridos constam máquina lavadora de pescado, tanque para choque térmico, mesa para evisceração de pescado, mesa para filetagem, tanque de glaceamento, mesa lisa para embalagem de pescado, lavatório coletivo para mãos, lavatório coletivo para botas e câmara frigorífica.

Para o prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, essa nova matriz pode tirar a capital de Rondônia da dependência dos ciclos econômicos, inaugurado com a extração da borracha, passando pelo ouro e o mais recente, que foi a construção do complexo energético do rio Madeira com a construção das usinas de Santo Antônio e Jirau.

Movimentar

“Eu não tenho dúvida que essa agroindústria de processamento de pescado é uma alternativa segura para movimentar a economia do município. Com o beneficiamento in natura vamos poder agregar valor ao pescado vendido pelos ribeirinhos e pelos aquicultores gerando emprego e renda”, disse.

O secretário da Semagric, Leonel Bertolin, adiantou que o programa é desenvolvido desde 2013, quando assumiu a secretária. “Passamos praticamente três anos estruturando esse projeto e agora estamos colhendo o fruto do que foi plantado. Foram mais de trezentos tanques escavados e de rede implantados com o apoio e participação direta da prefeitura”, afirmou.

A responsável pelo frigorífico, Mara Regina, da Coopagroverde, agradeceu o apoio que recebeu da prefeitura. “Quando pensei em desenvolver esse projeto, esbarrei na questão dos equipamentos, que era o mais caro e eu não tinha como comprar. E recebi tudo doado pela prefeitura”, revelou.

Por enquanto, todo o material beneficiado pelo frigorífico será para abastecer a merenda escolar dos estabelecimentos das redes municipal e estadual de ensino. São ao todo 96 escolas que adquirirão o produto certificado pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM).

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