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Embarque da equipe da Chapecoense foi alterado após veto da Anac

A equipe da Chapecoense embarcaria para Medellín, na Colômbia, nesta segunda-feira (28), em um voo fretado partindo do aeroporto de Guarulhos. No entanto, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) vetou o fretamento, e o planejamento foi alterado, segundo o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon.

A Chapecoense foi com voo de carreira da companhia boliviana BoA até Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. De lá, pegou o avião fretado da boliviana LaMia que sairia originalmente do aeroporto de Cumbica e que acabou sofrendo o acidente na madrugada desta terça-feira.

“Esse avião teve um pedido de voo indeferido da Anac porque há acordos internacionais que quando há um fretamento de uma equipe – no caso – brasileira, ou é para o destino, uma empresa colombiana ou uma empresa brasileira. Por causa desse impasse, esse avião acabou esperando lá em Santa Cruz [de la Sierra]. A equipe brasileira embarcou aqui [em São Paulo] por volta de 16h, atrasado, em um voo regular da Boa, uma empresa  boliviana regular, chegando lá em Santa Cruz, eles fizeram o translado para [esse voo]”.

Em nota, a ANAC confirmou que foi solicitado voo da empresa boliviana Lamia Corporation para transporte do time de futebol Chapecoense para a Colômbia e que o pedido foi negado com base no Código Brasileiro de Aeronáutica e na Convenção de Chicago, que trata dos acordos de serviços aéreos entre os países.

“O acordo com a Bolívia, no caso, não prevê operações tais como a solicitada. O solicitante foi avisado, na negativa, que a operação só poderia ser realizada por empresa brasileira ou colombiana, nos termos dos acordos internacionais em vigor. A ANAC se solidariza com os familiares.”

Mortos
O avião da LaMia, matrícula CP2933, decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com 81 pessoas a bordo: 72 passageiros e 9 tripulantes.

Segundo o Aeroporto Internacional José Maria Cordova, de Medellín, os cinco sobreviventes são os jogadores Alan Ruschel, Danilo e Follmann, o jornalista Rafael Henzel e a comissária Ximena Suarez.

O ex-jogador Mario Sergio, comentarista do canal FoxSports, está entre as vítimas, segundo o Bom Dia Brasil.

Fonte: G1

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