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Pesquisa definirá tratamento de esgoto sanitário em sistemas alagados construídos

Começa em fevereiro de 2017 a primeira pesquisa de tratamento de esgoto sanitário para o tratamento de efluentes em sistemas alagados construídos – wetlands (pantanais).

O anúncio foi feito esta semana pelo professor, engenheiro ambiental e mestre em engenharia sanitária Thiago Emanuel Possmoser Figueiredo Nascimento, da Unesc – Faculdades Integradas de Cacoal.

A experiência pioneira nesse município a 500 quilômetros de Porto Velho utiliza tecnologias convencionais e alternativas adotadas pela Funasa, que financia a instalação, ampliação e/ou melhorias em sistemas de esgotamento sanitário nos municípios de pequeno e médio porte.

Recursos públicos

Avaliada em R$ 27,5 mil, a pesquisa em Cacoal foi contemplada pela chamada nº 003/2016 da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa em Rondônia (Fapero), via Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e Secretaria de Saúde de RO.

“Os recursos públicos são muito bem-vindos para a nossa unidade piloto, que inicialmente teve apoio particular; o sistema é robusto, porque trata e remove poluentes, evitando a proliferação de doenças em cursos d’água”, explicou Thiago Emanuel.

A pesquisa será finalizada até 2019. Para sua execução, o professor Thiago Emanuel conta com o apoio do professor Cássio Lanfredi Santos, do curso de Biomedicina, que trabalhará nas análises biológicas e parasitológicas.

No âmbito da Funasa, o sistema alagado construído fomenta coleta, tratamento e destino final de esgotos sanitários, com o cuidado de controlar doenças e outros agravos. Isso contribui para a redução da morbimortalidade provocada por doenças de veiculação hídrica e para o aumento da expectativa de vida e da melhoria na qualidade de vida da população.

Contaminação

Em Rondônia ainda se usam águas de mananciais subterrâneos e nascentes, ambos em contato com parasitas. Cacoal, a 500km de Porto Velho, tem 86 mil habitantes. A pesquisa contemplará também outros municípios e distritos, abrangendo zonas urbana e rural. Serão levantados custos de material e mão de obra para a construção de estações.

Segundo explicou o professor Thiago, a sequência do projeto de pesquisa de tratamento de esgotos utilizando wetlands já serviu como trabalho de conclusão de curso do acadêmico Anderson Mariani Simões e servirá também para formação de outros acadêmicos na Unesc. A professora Lila Francisca Reis Matos, coordenadora do curso de Engenharia Ambiental apoiou essa iniciativa.

Com os recursos, a Unidade Experimental para Tratamento de Efluentes, instalada na Estação Elevatória do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Cacoal, também receberá materiais de campo e laboratório.

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