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Caixas d’Água: Monumentos de 107 anos, símbolos da cidade, recebem atenção e cuidado

A prefeitura de Porto Velho iniciou na quarta-feira (8), através das secretarias de Iindústria, Comércio, Trabalho e Turismo e de Planejamento, levantamento para projeto de restauração das caixas d’água, símbolos do município.

Forjados em aço, os três reservatórios foram construídos nos anos 1910, no local onde hoje é Praça das Caixas d’Água, no centro histórico da cidade, e abastecia de água potável os moradores da época, função que se cumpriu até 1957 e hoje são atrativos turísticos.

Durante a visita, o secretário Júlio César Siqueira (Turismo) disse que a restauração está entre as metas de gestão do prefeito dr Hildon Chaves. Ele informou que já está iniciando conversações com o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para que seja autorizada a intervenção.

Execução

Segundo Siqueira, “considerando o tempo para a permissão, levantamento do material necessário para a recuperação, qualidade do material e a execução das obras, que podem não se limitar apenas às bases de sustentação, mas chegar ao interior de cada caixa d’água, o prefeito Hildon quer o processo ágil, afinal, isso aqui é o coração da cidade de Porto Velho”. O secretário lembra que a prefeitura tem uma parceria muito boa com o instituto.

Além da praça das Caixas d’Agua, que abriga os reservatórios, estão no centro histórico o prédio  onde funcionou a administração da ferrovia Madeira-Mamoré; o palácio Presidente Vargas, sede política e administrativa do antigo Território e também do Estado; a catedral Sagrado Coração de Jesus, matriz de Porto Velho; o palácio Tancredo Neves, sede da prefeitura; o antigo Porto Velho Hotel, hoje sede administrativa da Unir, além da ferrovia, locomotivas e vagões da EFMM.

Para o engenheiro Liandro Loyola, da Sempla, que também esteve no local, antes da intervenção, que só pode ser feita com a autorização do Iphan, deve definir primeiro estudos da restauração, como material usado, que deve ser igual ou próximo do original, se não houver como se produzir; tipo e localização exata de soldas, o aço e sua liga etc.. Depois, contratar empresa cujo acervo técnico seja compatível para que possa realizar a restauração”.

Cúpula

Durante a visita, Siqueira e Loyola, além de Vanderlei Silva, também da secretaria de Turismo, viram que os danos podem chegar, inclusive, à cúpula e ao interior de cada caixa d’água. “Em função do calor e da umidade, pode haver ferrugem. Nesse caso, não adianta restaurar apenas a base, pois o trabalho pode ser muito maior”, lembra o engenheiro.

O mais urgente e importante na restauração do patrimônio símbolo de Porto Velho, segundo observações das autoridades, é a reconstrução das bases dos monumentos, que estão comprometidos pela ferrugem. Como são pés de sustentação, se não forem reparadas, podem não aguentar por muito tempo mais o peso e as Três Marias podem ruir.

“Por isso”, insiste Loyola, “a restauração deve ser a mais fiel possível à estrutura, daí o estudo que deve incluir origem do material [aço], solda, liga, seguido do termo de referência na contratação da empresa cujo acervo técnico seja compatível para a realização do serviço que leve à restauração histórico-patrimonial exatamente como era, e isso exite um restaurador credenciado”.

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