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Porto Velho adere a programa contra a corrupção

Num prazo de três a cinco meses a prefeitura de Porto Velho poderá contar com um sofisticado e eficiente sistema de cruzamento de informações que, além de tornar as ações mais transparentes, poderá prevenir, detectar e corrigir eventuais tentativas de fraude e corrupção, principalmente no sistema de compras, mas que também pode ser utilizado no controle das diversas atividades da gestão pública, como consumo de combustíveis, de diárias, de material de expediente e manutenção, enfim, uma infinidade de uso, inclusive para comprovar a veracidade de documentos como atestados médicos, etc.

Na manhã desta sexta-feira (17) o prefeito dr Hildon Chaves aderiu ao programa Observatório da Despesa Pública (ODP), criado pela Corregedoria Geral da União (CGU) para uma melhor gerenciamento dos gastos públicos, de modo a permitir análises comparativas, subsidiando a tomada de decisões para uma melhor aplicação dos recursos.

Com o uso dessa ferramenta, no ano passado o governo do Estado obteve nota máxima em termos de controle externo, dada pela CGU. Em quatro anos, a economia com compras e contratações por meio do pregão eletrônico chegou a R$ 1 bilhão. Nesta manhã, o secretário chefe da Casa Civil, Emerson Castro, apresentou a ferramenta ao prefeito e disse que o governo estadual disponibilizará de forma gratuita toda a expertise, inclusive os bancos de dados com os cadastros dos fornecedores.

Controle interno

Dr Hildon agradeceu à parceria e elogiou o ganho de tempo que o setor de controle interno e externo da prefeitura terá a partir de agora. “Para se ter uma ideia, a prefeitura gasta cerca de R$ 1 milhão mensais só em aluguéis, dos quais R$ 541 mil só para a Secretaria Municipal da Educação. Num estudo comparativo físico, processo a processo, identificamos um sobrepreço de R$ 280 mil com relação ao preço de mercado. Isso levou dias. Se já tivéssemos esse serviço disponível, teríamos essa informação com poucos cliques”, observou.

No Estado a ferramenta levou cinco anos para ser implantada e aprimorada. Com a transferência, agora, de todo o know-how para a prefeitura, a população de Porto Velho ganha todo esse tempo. “Essa é a malha fina das controladorias”, sintetizou Emerson Castro.

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