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Boas práticas visam melhoria da qualidade do leite em Andreazza

A implementação de boas práticas na pecuária leiteira é um dos principais fatores de melhoria na qualidade e produtividade do leite. Muito além de garantir um produto higienicamente correto, as boas práticas são ações importantes capaz de interferir na manutenção e na capacidade produtiva do animal e na produção do alimento.

Com o objetivo de auxiliar produtores rurais da linha 07, km 30, do município de Ministro Andreazza, extensionistas da Emater-RO realizaram palestras de boas práticas aplicadas na pecuária  do Leite. A atividade foi realizada na Associação dos Produtores Rurais Gregório da Costa (Asprogreco) e contou com a participação de 33 produtores rurais da região.

Segundo o engenheiro agrônomo Genaldo Martins de Almeida Junior, extensionista da Emater-RO, lotado no escritório regional de Pimenta Bueno, “as boas práticas estão nas diferentes etapas de produção de leite” e a atividade deve ser vista além do volume e da qualidade do leite, mas também da prevenção de doenças como, por exemplo, a mastite. “A mastite é uma doença muito conhecida da indústria leiteira que afeta de várias formas o rebanho leiteiro inclusive o processo reprodutivo.”

Cadeia de lácteos

Segundo estudos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizado em oito estado brasileiros no ano de 2015, apenas 65% das propriedades rurais que integram a cadeia de lácteos produzem leite dentro dos padrões estabelecidos pela Instrução Normativa nº 62, que limita em 300 mil unidades a formação de colônia (UFC) por mililitro. Ainda segundo a pesquisa do Mapa, mesmo a partir de 2018, quando o novo limite deverá ser de 100 mil UFC/ml, considerando-se o mesmo cenário de 2015, apenas 41% estarão dentro dos padrões legais.

Para orientar os produtores rurais a se adequarem aos padrões exigidos, os extensionistas da Emater-RO repassaram conhecimentos sobre técnicas e conceitos básicos de manejo sanitário, rebanhos leiteiros, qualidade do leite, limpeza de equipamentos, manipulação, higienização e limpeza dos tetos, anatomia da glândula mamaria, manejo de bezerros (colostro cura do umbigo, vacinação de brucelose, cuidado com as vacas no terço final da gestação, conforto térmico nutrição e genética, controle de parasitas, tratamento profilático da mastite e vacinação preventiva.

Também contribuíram na orientação aos produtores rurais o extensionista da Emater local Noel Noé dos Santos e a técnica agrícola do Instituto Federal de Rondônia (IFRO).

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