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Como o eleitor vai votar em 2018? Vai dar chance a corrupto… de novo?

Eleições 2018: Um cenário imprevisível.

Quem afirma ter a bola de cristal capaz de adivinhar como vai ser o comportamento do eleitor em 2018 está mentindo. É claro que alguém vai dar um chute e vai acabar acertando, mas – de verdade – vai ter que contar com muita sorte. A polarização em que o país se encontra acaba por esconder o que de fato ocorre: estamos vivendo uns tempos nunca dantes vividos na história desse país. No Rio de Janeiro, por exemplo, temos três ex-governadores presos. Temos um ex-presidente condenado em primeira instância e em rumo para ser condenado na segunda. Temos mega empresários na cadeia, lobbystas delatando os políticos de quem conseguiram arrancar dinheiro e políticos sendo pegos com mais de R$ 50 milhões escondidos em um apartamento secreto com ajuda da família. Quando passamos por isso antes? Pesquisa publicada ontem mostra que o trabalho do Congresso Nacional nunca sofreu uma rejeição tão grande: 60% dos brasileiros consideram ruim ou péssima a atuação dos atuais 513 deputados federais e 81 senadores. Mas o que isso quer dizer?

Rejeição.

Quer dizer duas coisas: 1) Que tem muita gente chutando. Não tem como afirmar que 60% dos brasileiros estejam por dentro da atuação do Congresso. O que se vê é o grosso do que acontece. Ao testemunhar deputados vendendo votos para aprovar reformas extremamentes antipáticas à população, o que o eleitor pensa? Que esses políticos estão nem aí para as eleições de 2018 e estão aproveitando para forrar já os bolsos. Não é difícil de imaginar que isso possa estar acontecendo de verdade, pois, como começamos ainda há pouco, ninguém sabe o que vai rolar em 2018.

Corrupção.

O segundo ponto é mais pragmático: 70% dos políticos enrolados no STF, estão lá por corrupção. Dezenas estão condenados e atuando ainda no Congresso Nacional, aproveitando da blindagem que o foro privilegiado ainda os confere. Considerando dessa forma, não tem como divergir da opinião do eleitor com relação à atuação do Congresso, mesmo que ele seja incapaz de lembrar o nome dos deputados e senadores que foram eleitos pelo seu estado.

Exemplo.

Aqui em Rondônia temos um caso emblemático, que é o do senador Ivo Cassol. Ele foi condenado, há quatro anos, a pegar mais de quatro anos de cadeia. Graças ao foro privilegiado, está enrolando a Justiça até… hoje. Sim, hoje o STF vai julgar os recursos que sua defesa apresentou ao STF e pode ser que Ivo Cassol seja obrigado a ir para o xilindró.

Aposta furada.

Acontece que, enquanto isso não acontecia, o senador, mesmo condenado, agia como milhares de políticos continuam agindo no Brasil: fingindo que o eleitor não sabe do que está acontecendo e apostando na boa e velha falta de memória do brasileiro, para tentar a candidatura em 2018.

Dúvidas (1).

Voltamos ao ponto: ninguém sabe como vai ser 2018. Será que a tal memória ruim do brasileiro vai ajudar, mais uma vez, políticos com ficha mais suja que pau de galinheiro a chegar ao poder? Será que campanhas baseadas em lero lero sentimentalista vão engambelar o eleitor mais uma vez? Qual será – finalmente – a influência do debate político na internet?

Dúvidas (2).

Será que políticos que se envolveram em maracutaias terão seus nomes enlameados em postagens no Facebook mostrando cada um de seus esquemas? E, o mais importante: como o eleitor vai reagir a isso tudo?

Este é o ponto mais importante de todo esse debate sobre as adivinhações para 2018: o eleitor vai ser conivente ou vai fazer Justiça nas urnas?

Dúvidas (3).

E as urnas? Serão fiéis aos votos ou vão atender os interesses dos donos de seus programas, displays e botões? A nossa bola de cristal está quebrada. E a sua?

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